dos muitos que me esqueceram.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
A cegueira nossa, de cada dia, nos dai hoje...
Consagras o equívoco
Retroages,
recuas, recusas...
És um insurreto.
recuas, recusas...
És um insurreto.
Vai de retro.
Negaste-me três vezes...
mas, o galo não se cansa.
Beija-me como Judas.
Não enxergas deus
e a culpa são dos óculos?
Amas umbigo...
És a ode aos carangueijos.
Continuarei grávida
pra sempre.
Ao amanhecer,
te amarei novamente.
Saiba que... eu vi.
Procuro o sol.
A noite,
Negaste-me três vezes...
mas, o galo não se cansa.
Beija-me como Judas.
Não enxergas deus
e a culpa são dos óculos?
Amas umbigo...
És a ode aos carangueijos.
Continuarei grávida
pra sempre.
Ao amanhecer,
te amarei novamente.
Saiba que... eu vi.
Procuro o sol.
A noite,
orbita em ti
minha lembrança.
A nota é dó,
A marcha é ré...
É tua humanidade.
Entre os pontos há distância.
O universo nos separa.
O homem que és,
é a mulher que sou.
Haverá vida pra que entendas.
Toda a negação em me ver
é o medo de te enxergar.
minha lembrança.
A nota é dó,
A marcha é ré...
É tua humanidade.
Entre os pontos há distância.
O universo nos separa.
O homem que és,
é a mulher que sou.
Haverá vida pra que entendas.
Toda a negação em me ver
é o medo de te enxergar.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Deixe vir a mim
Todas as
noites engravido
um sonho recorrente de gestar.
Sinto uma alma no ventre
que só me ama,
sem que me possa tocar.
Durmo embalada
por muitas crianças
que nunca puderam chegar.
um sonho recorrente de gestar.
Sinto uma alma no ventre
que só me ama,
sem que me possa tocar.
Durmo embalada
por muitas crianças
que nunca puderam chegar.
Dama sem doma
(George Clairin - Dama das Camélias)
Dom Camilo...
Valho algum
camelo,
ou sou de camelô?
Podia assinar Camila,
mas prefiro Camélia.
ou sou de camelô?
Podia assinar Camila,
mas prefiro Camélia.
Pisces
Conte até doze.
Mergulhe no último.
Afogue-se.
É o aquático mutável.
Meia lua pra baixo.
Meia lua pra cima.
Escamoteia de cristão,
com escamas de pagão.
Vá até 360º e pare.
Beba do fleumático líquido.
Secreto universo,
banhado em silêncio.
Santo e louco.
Gênio e medíocre.
Glifo de extremos.
Útero e morredouro.
Nascedouro e calunga.
Jesus pescava homens.
Seriam asas de nadar
ou nadadeiras de voar?
Salve o que respira
dentro d' água.
Mudo, distante, secreto.
Zona profunda do contemplativo.
Peixes morrem pela boca.
Na imensidade do inconsciente,
multiplicam-se.
DAGUIM - e o sentido do cardume.
Santificação molhada.
Reduto primordial.
Mar-verde-ambivalente.
Meu-mar-mítico.
ICHTHUS - para quem tem fome!
A água é pele
que ninguém fere.
Onde começa a gota,
termina o oceano.
Filhos do domínio de Netuno.
O pó retorna ao pó,
a psique ao oceano.
Não reconhecem limites.
Não há forma possível.
Na lâmina d'água,
a fronteira entre dois mundos.
Eles não dormem,
alternam vigília e repouso.
Tente...
agarre um deles com as mãos!
Na superfície, morrem.
Na profundidade, tesouros.
Mergulhe no último.
Afogue-se.
É o aquático mutável.
Meia lua pra baixo.
Meia lua pra cima.
Escamoteia de cristão,
com escamas de pagão.
Vá até 360º e pare.
Beba do fleumático líquido.
Secreto universo,
banhado em silêncio.
Santo e louco.
Gênio e medíocre.
Glifo de extremos.
Útero e morredouro.
Nascedouro e calunga.
Jesus pescava homens.
Seriam asas de nadar
ou nadadeiras de voar?
Salve o que respira
dentro d' água.
Mudo, distante, secreto.
Zona profunda do contemplativo.
Peixes morrem pela boca.
Na imensidade do inconsciente,
multiplicam-se.
DAGUIM - e o sentido do cardume.
Santificação molhada.
Reduto primordial.
Mar-verde-ambivalente.
Meu-mar-mítico.
ICHTHUS - para quem tem fome!
A água é pele
que ninguém fere.
Onde começa a gota,
termina o oceano.
Filhos do domínio de Netuno.
O pó retorna ao pó,
a psique ao oceano.
Não reconhecem limites.
Não há forma possível.
Na lâmina d'água,
a fronteira entre dois mundos.
Eles não dormem,
alternam vigília e repouso.
Tente...
agarre um deles com as mãos!
Na superfície, morrem.
Na profundidade, tesouros.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Santificado seja o vosso nome
Duas colunas
edificam o vosso prenome.
Como lhe chamam
já é mistério por si só.
Vosso corpo circuncisado
é díade sagrada,
é a disposição em paralelos,
é a reconciliação dos paradoxos.
Tudo é duplo, Senhor.
Não estranhe vossa natureza.
Tudo tem dois polos.
Quando nascestes, Senhor...
algo apontava para o Oriente.
Aguardava-o,
mulher egípcia, que sou.
As letras que restam,
são tijolos,
o templo de vossa alma.
Deves cumprir a promessa.
Torne-se arqueiro.
Temos história para encenar.
Marcada pelo retorno.
Sei que posso regurgitar.
Devolvo o fruto à árvore.
Basta que me tome em seus braços.
Basta que caminhemos juntos.
Ter filhos é desejar...
é vestir-se de Maquiavel,
é inebriar-se com Narciso.
Voltemos pro reino, Senhor.
Porém, se o acaso nos brindar,
separados,
daria nome ao amor,
chamando-o de astrolábio.
Estando juntos,
um filho nosso,
teria qualquer nome,
desde que pronunciado
na língua do filho de deus.
edificam o vosso prenome.
Como lhe chamam
já é mistério por si só.
Vosso corpo circuncisado
é díade sagrada,
é a disposição em paralelos,
é a reconciliação dos paradoxos.
Tudo é duplo, Senhor.
Não estranhe vossa natureza.
Tudo tem dois polos.
Quando nascestes, Senhor...
algo apontava para o Oriente.
Aguardava-o,
mulher egípcia, que sou.
As letras que restam,
são tijolos,
o templo de vossa alma.
Deves cumprir a promessa.
Torne-se arqueiro.
Temos história para encenar.
Marcada pelo retorno.
Sei que posso regurgitar.
Devolvo o fruto à árvore.
Basta que me tome em seus braços.
Basta que caminhemos juntos.
Ter filhos é desejar...
é vestir-se de Maquiavel,
é inebriar-se com Narciso.
Voltemos pro reino, Senhor.
Porém, se o acaso nos brindar,
separados,
daria nome ao amor,
chamando-o de astrolábio.
Estando juntos,
um filho nosso,
teria qualquer nome,
desde que pronunciado
na língua do filho de deus.
Esperando Godot
Senhor meu deus, apareça.
Não que eu duvide...
Sinto saudades, Senhor.
O Senhor, deveria surgir.
Do nada, deveria aparecer.
Esta é uma oração, Senhor.
Sei seu nome impronunciável.
Não consigo ser humana.
Isso tem me pesado.
Nasci sobrenatural, Senhor.
Sei coisas que ninguém sabe.
Nasci acompanhada, Senhor.
Fizeste-me um equívoco.
Por que a força que me deste?
Não consigo administrar.
Muitos são os caminhos, sei.
Eu incorporo, Senhor.
Isso não é normal.
Não sei fazer como desejam.
Por que me condenaste?
Senhor, isso atrai Senhor...
Liberte-me...
Penso que já cumpri a pena.
Espere.
Não faça isso.
A esquizofrenia me pertence.
É orgânica.
Nasci para amar, Senhor.
Apenas para existir.
Que a próxima, seja a última.
Misericórdia, Senhor.
Apenas apareça,
e declare-se meu Senhor,
Senhor.
Não que eu duvide...
Sinto saudades, Senhor.
O Senhor, deveria surgir.
Do nada, deveria aparecer.
Esta é uma oração, Senhor.
Sei seu nome impronunciável.
Não consigo ser humana.
Isso tem me pesado.
Nasci sobrenatural, Senhor.
Sei coisas que ninguém sabe.
Nasci acompanhada, Senhor.
Fizeste-me um equívoco.
Por que a força que me deste?
Não consigo administrar.
Muitos são os caminhos, sei.
Eu incorporo, Senhor.
Isso não é normal.
Não sei fazer como desejam.
Por que me condenaste?
Senhor, isso atrai Senhor...
Liberte-me...
Penso que já cumpri a pena.
Espere.
Não faça isso.
A esquizofrenia me pertence.
É orgânica.
Nasci para amar, Senhor.
Apenas para existir.
Que a próxima, seja a última.
Misericórdia, Senhor.
Apenas apareça,
e declare-se meu Senhor,
Senhor.
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