
Atentos sentinelas
observam a queda de meus telhados.
Fazem serenata
pra elogiar meu sono.
Perdem vidas, não o élan.
Nascem pobres
e vivem da farsa aristocrática.
Pregam a utopia da liberdade equilibrista
trajados em charmosos casacos de pele.
Desaparecem pardos
camuflados noite adentro.
Dias depois
lamentam arrependimentos.
No zinco resolvem desafetos.
São amaldiçoadas pirâmides
e cultuados adormecidos.
Divertem-se as nossas custas.
Fingem-se perigosos traidores.
Vagabundeiam à luz do dia
pra que todos saibam.
Odeiam subserviência.
Reagem sempre à altura.
Somos seus bichinhos de estimação.