Entre sem se perder...

domingo, 9 de novembro de 2008

Desgraçado poema...


Esperei que chegasse o dia mais triste.
Esperei que fosse nublado.
Esperei que chovesse
que trovejasse.
Esperei a noite
do dia mais sinistro do ano...
Para escrever este poema
aguardei que desse meia-noite.
Procurei a sepultura mais monumental
mais imponente
do cemitério mais tétrico.
Queria falar sobre vampiros
sobre magros vampiros famintos.
Cheguei a escrever com sangue o poema
e lhe emprestei um tom mais macabro.
Mas meu poema
teima parecer só engraçado.

Infelizmente
somos capazes de desaprender
aquilo que já nos propusemos a ensinar!

terça-feira, 4 de novembro de 2008


Confira a comunidade criada recentemente no ORKUT:
Silvia Mara sem páginas.
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domingo, 2 de novembro de 2008



(...) se existisse outra forma de você me ouvir...
haveria tantas outras maneiras de eu dizer.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Era uma casa...


O sonho encantado
abandonou o chalé de madeira.
A casa amarela,
amareleceu um dia.
Acordou num tom sombrio,
quase ferrugem.
(...)
Se mudaram para o lado
duas nuvens carregadas.
A dona da casa passou a viver
aos lampejos.
A dona da casa conjugava
sala e cozinha no presente
os verbos no passado.
A dona da casa se envenenava
diariamente,
limpando banheiros.
E passou a achar dois filhos muito,
gato e cachorro muito,
as peças de casa muito.
Marido muito pouco.
A dona da casa
aumentou de peso.
Passou a pesar.
Tudo que era leve,
pesava.
A dona passou a sofrer
de uma doença danada.
A dona da sobrecarga
era dona de canteiros de morango.
Morangos também carregados
que colhiam
cotidianamente
toda a poesia,
incapaz de enxergar.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Olaria

Pulei a cerca pra beijar sapo.
Comprava secos no armazém
que era molhado.
Era um menino da saias,
 mais esperto que a quadra,
cansava a esquina.
Morava no bairro de barro,
com heróis de pedra.
Caçava muçum no banhado.
Ostentava uma chinelinha brejeira
e um sorriso Havaiana - legítima.
Passam todos os dias na minha frente...
um o outro pára e cumprimenta.
Sabia o número de grãos
que havia comido de areia.
Monaretta ao sol.
A macela me recolhia pra dentro.
O ginásio com o seu vozeirão inconfundível
ecoava papagaio
travessuras recorrentes.
Trepava todos os muros...
subia todas as árvores.
A sorte foi que cresci,
odiando amar tudo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008


A M A R E L A
sem páginas de um livroPOESIA ILUSTRADA
Amarela é um livro multimídia, em formato audiovisual, com animação e locução, página à página. Os epigramas – poemas curtos - abordam um universo ficcional de onde emerge a poesia. Amarela é um personagem que brinca com as palavras, ansiando se comunicar. Dentro de um discurso visual, propomos ao leitor a possibilidade de visitar o mundo de onde a poesia saiu... Amarela estreiou em 2005, na 51ª feira do Livro de Porto Alegre, esteve em exposição na Casa de Cultura Mario Quintana, no Memorial do Rio Grande do Sul, na Galeria Iberê Camargo, na Usina do Gasômetro, fez parte dos interprogramas da TV Educativa durante o ano de 2006. Desde então, a autora Silvia Mara, participa ativamente de eventos culturais, Feiras do Livro, palestras e entrevistas sobre o conteúdo da obra. Por sugestão, o DVD da obra poderá ser encontrado em Porto Alegre à venda no Studio Clio - Instituto de Arte e Humanismo - Rua José do Patrocínio, nº 698 Cidade Baixa - Porto Alegre/RS Brasil - Telefone: (51) 3254.7200
Após três anos da estréia da obra, a equipe de divulgação do livro, disponibiliza os endereços abaixo para que o mesmo tenha livre acesso através do Youtube.

https://www.youtube.com/watch?v=NxbTOxle4tQ




Contatos: Assessoria de Comunicação
Silvia Mara
Telefones: 51 - 3231 8588
51 - 8603 8888