agora tudo transborda...
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Os poemas constantes neste Blogger são de autoria da escritora Silvia Mara.
A reprodução parcial ou integral destes textos só é permitida se constar do nome da escritora, devidamente expresso, após prévia autorização, podendo a mesma ser solicitada através deste endereço eletrônico.
Postura diferentemente desta, viola a Lei nº 9.610/98 - Lei de Direitos Autorais.
As imagens utilizadas para ilustrar os poemas desta página preservam selos, logomarcas, créditos, circulam livremente pela Internet ou já caíram em domínio público.
Qualquer problema favor entrar em contato com a Assessoria de Imprensa desta Home Page.
Copyright©2008 Silvia Mara
All rights reserved
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Noite Feliz

Pode pedir...
O Papai Noel costuma decepcionar muito as crianças.
Oh, pequenino!
(...)
te conforma com o carrinho que o bom velhinho te deixou.
Ora
o carrinho já envelheceu?
Não é mais do ano?
Sei...
o papai perdeu o emprego.
Não chore pobre criança.
Pede o quiseres pra vovó.
Pra ser amada ela te dará tudo
como faz com todos.
A propósito...
chegou a cartinha da mamãe
pedindo herança.
Isso o Papai Noel também não pode dar
mas vai ver o que pode fazer com o tabelião.
Pobre criança
inconformada com o seu presente.
Aproveita
aproveita e se despede da magia desta noite.
Amanhã todos inconformados
te convencerão que sou o homem do saco.
domingo, 12 de outubro de 2008
Sociedade anônima
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Crime e castigo

fala aos meus pés...
se detêm em ouvir os dedos
que murmuram.
Ao calcanhar inconfessável
segredos vulneráveis.
Ensurdece os vizinhos.
(...)
Ocupa-se longamente
e permanece
permanece.
Morde meus lábios
todos os lábios.
Pequenos
médios
grandes...
me descobre
me cobre
me cobre.
Brinca de esconde-esconde
nas coxas emprestadas.
Sua
sua
sua.
Soa poesia pela boca
sua boca pelo corpo
seu corpo pelo meu.
Em par
somos ímpares.
E repete
repete...
Até exaurir os lençóis
manchar as paredes
enguiçar a janela
incendiar o abajur.
E chama
chama...
Faz suar o banheiro.
envergonha a fechadura
queima a comida.
Devora tudo o que sou.
Até que eu suplique
não posso.
Até que implore
chega.
Até que desmaie.
Acordamos
naquele horário
cientes do que fizemos.
Só nós dois sabendo
em que estado
abandonamos os corpos.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Poesia de Pedra
Nulo

Vôa uma fina película de números sobre o asfalto.
Dá pra ver o riso honesto
do sem vergonha.
A cidade desfila o silêncio
de um dia de festa
sem acompanhamento.
Guarda-se na urna
restos secretos
de uma ética absolutamente mortal.
Há um entusiasmo desdentado em cada esquina.
É o carnaval dos porta-bandeiras.
É o dia sagrado dos demos.
As ruas se arrastam
cheias dos sujeiras
ouvindo-se o tempo todo
o barulho estridente
de quem confirma no verde
a desesperança.
Assinar:
Postagens (Atom)




