Um filho nosso - seria cego - de pai e mãe.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
Missão
Ignore os espelhos... Toda a luxúria é ilusória.
E por que me fizeram assim?
Por onde deves andar eles precisam ter certeza que você é um deles.
Mas... se não sou um deles, por que, às vezes, duvido?
O seu trabalho é resgatá-los, o deles é convencê-la do contrário.
Mea culpa
Troquei as mãos pelos pés...
o versa pelo vice
e fui tropeçando
nos próprios braços.
Plantando bananeiras
para sobreviver.
Então,
como tomates verdes fritos.
Eu criei girafas no quintal.
Ousei inventar o mundo,
naufraguei no raso
da tua extrema lucidez.
Toda a dor de menisco
é incapacidade de rezar.
Eu celebro o útero
e tu consagra a tua esterilidade.
Eu carrego pedras
que não pesam.
Tu penas pesadas.
Não aprendi tua língua,
não tive teu sobrenome,
mas reverencio o teu nome.
É admissível castelos na areia,
mas o inabitável mora em ti.
Liguei o ar
porque tu é condicionado.
Toda a predileção por rock
é esta vontade sem fim
de apenas dançar sozinho.
Não entendo esta hipotermia
se todos logo que morrem
permanecem quentes.
Desliguem a câmera fria
só para que tentando
me lembrar do teu calor
eu possa te esquecer.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Samsara
Magnífica engrenagem.
Transmigrar de gerações.
Lá vem o devir...
Lá vem o vir a ser.
Condenados a impermanência.
Movimenta a polia em seu eixo.
Faz-nos circular
neste mundo concreto
de "faz de conta".
Abelhas aprisionadas na colmeia,
obrigadas a produzir mel
ou a provar do próprio fel.
Rainhas e operárias submetidas
ao nascimento - vida - morte,
assim por diante.
Infame alegoria,
mudar 360 graus.
Quando a roda gira,
completa a ironia.
Voltamos todos
pro lugar de desatino.
Retornar ao mesmo ponto
é nosso destino.
domingo, 30 de junho de 2013
Senhora
E tu olharás
no fundo dos meus olhos,
e dirás
que a tua senhora,
chama-se
Senhora da Luz Velada.
(...)
E neste dia,
o universo fará,
todo sentido pra nós.
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