
A fonte negou minha senilidade
num mergulho de quero antigamente.
Distorcido tempo
dança ao som do metal
e reduz a vida ao plástico.
Passando pelo presente
o futuro se confunde
não sabendo onde quer dar...
Pela tela de plasma
previsível
a nostalgia do velho tubo de imagem.
O tédio ansioso
aguarda um descongelamento.
Deseje o fim pra não acabar.
Apago vestígios de ontem.
Não pretendam que eu seja sempre.
Visto o terno
aguardo o término.
Devolvam a dignidade das rugas
... me lanço sobre o bisturi que se oferece
esperando a morte
vestida de noiva.








