Entre sem se perder...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A dança de Safo

Decidiu chover dentro do quarto.
Linda-gris a lua fotografava.
Lânguida lambia...
e até o cabelo suava.
Molhou bem
se encharcava.
Cuspia tudo
te vomitava.
Não permiti que nadasse.
O lençol te afogava...
na noite em que decidi
que só tu pingaria.

sábado, 29 de novembro de 2008

sábado, 22 de novembro de 2008

domingo, 9 de novembro de 2008

Desgraçado poema...


Esperei que chegasse o dia mais triste.
Esperei que fosse nublado.
Esperei que chovesse
que trovejasse.
Esperei a noite
do dia mais sinistro do ano...
Para escrever este poema
aguardei que desse meia-noite.
Procurei a sepultura mais monumental
mais imponente
do cemitério mais tétrico.
Queria falar sobre vampiros
sobre magros vampiros famintos.
Cheguei a escrever com sangue o poema
e lhe emprestei um tom mais macabro.
Mas meu poema
teima parecer só engraçado.

Infelizmente
somos capazes de desaprender
aquilo que já nos propusemos a ensinar!