não vou encontrar nenhum conhecido meu por lá!
sábado, 22 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Desgraçado poema...

Esperei que chegasse o dia mais triste.
Esperei que fosse nublado.
Esperei que chovesse
que trovejasse.
Esperei a noite
do dia mais sinistro do ano...
Para escrever este poema
aguardei que desse meia-noite.
Procurei a sepultura mais monumental
mais imponente
do cemitério mais tétrico.
Queria falar sobre vampiros
sobre magros vampiros famintos.
Cheguei a escrever com sangue o poema
e lhe emprestei um tom mais macabro.
Mas meu poema
teima parecer só engraçado.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Era uma casa...

O sonho encantado
abandonou o chalé de madeira.
A casa amarela,
amareleceu um dia.
Acordou num tom sombrio,
quase ferrugem.
(...)
Se mudaram para o lado
duas nuvens carregadas.
A dona da casa passou a viver
aos lampejos.
A dona da casa conjugava
sala e cozinha no presente
os verbos no passado.
A dona da casa se envenenava
diariamente,
limpando banheiros.
E passou a achar dois filhos muito,
gato e cachorro muito,
as peças de casa muito.
Marido muito pouco.
A dona da casa
aumentou de peso.
Passou a pesar.
Tudo que era leve,
pesava.
A dona passou a sofrer
de uma doença danada.
A dona da sobrecarga
era dona de canteiros de morango.
Morangos também carregados
que colhiam
cotidianamente
toda a poesia,
incapaz de enxergar.
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